
Na minha quietude,
entrelaço minhas mãos entre as dele e
passeio silenciosa com ele
pelo eterno e o efêmero.
abrir os olhos e fechar para molhar de novo com sal


Espinhos no travesseiro,
fronhas retorcidas.
A noite, de braços dados com a madrugada,
esvaiu-se insone e nua de tanto amanhecer.

Para conduzir dias difíceis é preciso coragem e toda a delicadeza da alma.
Amor, bondade, generosidade, compaixão, tolerância são raras virtudes esquecidas em gavetas do inconsciente…
Vez ou outra torna-se imprescindível abri-las, seja em meio ao doce barulho de vozes amigas, seja para o mais íntimo silêncio.


A forma em vida transborda, mostra seus ganhos…
Os sulcos são riscos, rabiscos vividos com outras gentes,
alegres, tristes, perfilam de cores no rio do tempo.
A alma, leva sem peso, réstias de luz sem perdas ou danos…