Ter 60 e poucos años, assusta um pouco, é verdade, mas, pensando bem…
A angústia se assenta aos poucos aos meus contornos, sejam da forma ou da escrita e, complacente com os meus incômodos, vai me dando tempo para me aceitar…
Em respeito a mim mesma, desfaço-me de culpas sem dispensar a caminhada que faz bem pro corpo, areja e oxigena cérebro e pulmões, e ainda, de bônus, rende muita risada no trajeto feito ao lado do meu filho Antonio. Companhia indispensável para a minha alma!
Aprendi a respirar e, na medida do possível, tento ser leve. E vale, para os bem humorados, que isso não se refere ao peso corporal.
Confesso, no escuro da minha ingenuidade literária, buscar por Clarices, Coralinas, Helenas, Cecílias… e me abasteço de outras belezas mais próximas também. Meu ecletismo me norteia.
Por estas autoras e textos, muito provável, me deixarei “encharcar”.
Afirmo que, para mim, o que me move pelo mundo, embora seja antigo demais, ainda é o amor.
Sou bucólica e romântica irreparável e me distraio com as belezas da vida – contemplar pores do sol, ouvir o farfalhar de folhas ao vento, sentir o cheiro de terra molhada anunciando a chuva que chega – estas coisas tão simples e alcançáveis me inundam de paz, e acredito que o mais importante para viver bem deveria ser apenas praticar o verbo amar em sua mais generosa declinação.
Sem dramas, sem jogos ou barganhas. Amar no infinitivo!
E sigo, no fio da minha toada, dizendo que o amor é algo que se sente sem tocar, que é contraído sem contágio e que se pode teletransportar através dele sem nenhum meio para isto. Basta pensar e lá estará. Não é?
Sua atemporalidade nunca sai de moda.
Use-o todos os dias para desfilar na passarela da sua vida.
Eu recomendo e desejo muito amor pra você!!
Aaah!
Sim, amo essa foto![]()
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