
Muitas vezes não sei me expressar verbalmente como me expresso na escrita, será um defeito?
Talvez meu pensamento acelerado atropele as palavras sem dar o tempo necessário para reflexões (já feitas por mim) mas não no contexto onde serão colocadas. Então, gero um esforço enorme para colocar a fala no seu devido lugar para buscar e levar entendimento… Em outras palavras, explicar o que estou tentando dizer.
Perco-me em reuniões sociais barulhentas, elas me impedem de ouvir com calma e atenção ou mesmo conversar sem interrupções… Tento encará-las pelo bem comum e porque, às vezes, a socialização traz algum benefício, seja alguém que não via há tempos e que gosto muito, seja uma novidade que se apresenta ao evento, e devo dizer que preciso de um tempo em silêncio para o meu refazimento depois que elas acontecem.
Se for por escolha, eu prefiro a conversa densa e profunda, gosto de perscrutar o que se esconde na alma, no olhar, nos movimentos corporais, sinais pouco esquadrinhados na correria do mundo de hoje. Mas existe espaço para conversas sem noção, não sou sisuda ou fechada feito sarcófago, não! E disparo boas gargalhadas quando essas conversas acontecem! São necessárias para dar leveza e graça ao espírito!
Embora pareça o contrário, sou para poucos amigos, e sei que estou rodeada por muitos que me querem bem, esta é uma das poucas certezas que tenho na vida.
Deixo brotar as sementes amigas que me mandam em forma de afeto, rego, cuido e também entendo que tudo tem seu lugar e tempo de moradia dentro da gente. Algumas mantenho como flores perenes na alma, um jardim de paz onde poderei me refugiar. Depois do aprendizado, é hora também de semear.
De todo o jeito, entre palavras, o dito vira escrito, o pensamento é a letra pausada e digitada para tentar fazer sentido.
Obrigada por você estar aqui![]()
![]()
Celi Anizelli
