A vista alada pousa leve em mansas rugas
Faz viagens, mira paisagens
O velho olhar contempla sereno o que viveu
Olhar de asas
Alça o jovem que um dia foi
Alça o jovem que um dia foi
Estira o peito ao impaciente vento que não espera
Lança-se ao céu de braçadas
Tomba em graça
E voa…
(22.12.98)

