UM DIA…
Um dia, quando cheguei em casa, encontrei um bilhetinho que dizia assim… “a vida é a arte dos encontros, pena que existam tantos desencontros.”
É de autoria de Vinícius de Moraes e alguém, naquele momento apropriou-se do pensamento para se expressar.
Encontros são importantes, mas desencontros, muitas vezes, são necessários.
Para mim, de relevante nestas idas e vindas é aquilo que importamos para dentro da alma.
Família, amigos, amores, paixões, ou estranhos que passam e nunca mais serão vistos. Encontrar, desencontrar, conhecer e desconhecer Quantas vezes eu puder me darei esta chance.
Um dia, alguém me disse que eu poderia voltar atrás, fazer de novo, mudar de ideia quantas vezes eu quisesse. Lembro-me até hoje da manhã que pude ouvir estas palavras. Alertou-me para que eu não tivesse medo de julgamentos, a não ser de mim mesma… Se fosse este o caso!
Um dia, ouvi que eu não havia chegado a lugar nenhum, nem construído coisa alguma. Mas o que é esse lugar nenhum ou coisa alguma? Pontos de vista diferentes, maneiras de ver a vida.
Um dia, destes de domingo que passamos em família, perguntei à uma das minhas tias, das muitas que tenho, como ela se mantinha forte assim, sempre tão linda, sorrindo e feliz quando passava por um problema sério de saúde. Ela segurou minhas mãos e respondeu do fundo daqueles olhos azuis:
– ” Filha, é porque eu amo a vida!”
Encontros salutares… Desencontros necessários.
Lições para toda a vida.
Um dia, alguém também te deixará um bilhetinho.

