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| Foto do amigo Márcio Sena – Recife,Set_2016 |
Agora, fechar os olhos e ao abri-los vislumbrar o mar.
Ondas quebrando, espuma branquinha, areia fofa sob meus pés.
Sentar-me na beira da praia e deixar-me molhar pela água salgada.
Sentir o arder do sol nos meus ombros até não aguentar.
Respirar o sal que o vento traz, o cheiro da maresia, de peixe e de outros bichos.
Correr para pegar um siri… Danado!
Logo ele se camufla na areia entre a ciranda das plantas rasteiras e convida-me para brincar de esconde-esconde no enroscar das flores roxas e seus semitons azuis.
Logo ele se camufla na areia entre a ciranda das plantas rasteiras e convida-me para brincar de esconde-esconde no enroscar das flores roxas e seus semitons azuis.
Tenho os olhos espremidos do reflexo da areia, as mãos em côncavo sobre a testa propiciam-me o alívio para mirar belezas.
Ao longe os barcos de pescadores deslizam sobre pequenos tocos cortados em meia lua… Dois homens empurram, dois puxam… Pronto!
O barco se aquieta na orla calma do dia e por hoje deixa respirar a rede sem peixes.
O barco se aquieta na orla calma do dia e por hoje deixa respirar a rede sem peixes.
Alço mais… Pequenas casas pintadas de azul, de verde, de cal, ponteiam de cores a areia.
Enlaço-me às plantas rasteiras, tapete de vivas flores enfeitam meus pés.
Inspiro o sol que aquece minha alma, um sopro de vento morno me abraça.
Expiro barulho de ondas quebradas, esqueço segredos guardados nas conchas, não penso em mais nada, respiro apenas o mar.

