As mãos

E eram assim…
quase  inseparáveis.
Reconheceram-se

E não ficaram mais sós.
Eram compatíveis
eram digitais.

Andavam juntas, em paz.
Coloriam histórias,
Desenhavam melodias.
Nada se entristecia quando juntas.
Sabiam o quanto eram importantes em pequenos gestos e cuidados
com a terra, o fogo, a água, o ar,
Elementos naturais.
E assim viveram por um longo tempo.
Compatíveis, digitais.
Andavam juntas, em paz

Um dia, um dos pares viajou para  terras longínquas.
Despediu-se, partiu.
E de uma estranha saudade o ar se inundou
Ainda assim voavam ímpares, em paz

Foto: Alexandre Mazzo
Unknown's avatar

Author: Celi Anizelli

Sou teimosa, caio, levanto, sacudo a poeira e começo tudo de novo!

Leave a comment