Querida Curitiba…

Sexta de chuva, dia preguiçoso.
O frio começa a arregaçar as mangas e mostrar a que veio. Curitiba, de mil estações, ainda não encontrei a minha em você. Um dia acontece, me apaixono e nunca mais te deixo… Um dia, quem sabe… Mas até que ele chegue, vou teimar em não amar você.
Chove Curitiba, chove…
Quem sabe me convenço que a chuva é o teu querer por mim a esparramar-se voluptuoso pelo meu jardim.
Encharca os pés das minhas árvores, as heras nos muros, lava a alma das minhas flores, bendiz meu limoeiro, enverga os meus bambus, a postos, generosos e alheios ao que lhes embebe.

Chove querida, e deixe que as blandícias da noite que adentram em minha casa acalmem teu céu e me tragam de volta as estrelas….