Não adianta escrever ou dizer palavras bonitas
de apoio, se não o damos,
de amizade, se não a cultivamos,
de vida, se na intimidade derrubamos o ânimo e a esperança de um pai, mãe ou irmão.
Não adianta desenhar lindos versos de amor,
se não o exercitamos com nossos pares,
de generosidade, se não a desenvolvemos,
de calma, se vivemos infernizando a vida de alguém…
De que adianta escrever sobre o respeito
quando furamos a fila, passamos no sinal amarelo e não temos a delicadeza para expor uma verdade doída aos ouvidos de outra pessoa.
Desnecessário colorir palavras de justiça e verdade
quando a ironia e a cupidez nos cerceiam no convívio mais íntimo desbancando a harmonia tão demorada a construir.
Palavras são fáceis de ser escritas ou ditas.
Podem manter-se amareladas ou desgastadas pelo tempo,
e assim mesmo lembradas, exaltadas, homenageadas…
Mas para vivenciá-las na “ponta do lápis” é necessário fazer uso do melhor apontador e se possível dar o exemplo.
Do contrário, serão apenas rabiscos quando escritas
e quando ditas serão levadas pelo vento.

