OS TRÊS LADOS DA MOEDA…

‎OS TRÊS LADOS DA MOEDA

Para avaliar algumas situações de conflito, um amigo me ensinou que existem três lados de uma mesma história: o seu, o meu e a verdade…

Conheço pessoas que julgam demais e estas para mim são as piores. Falam demais e esquecem que nascemos com dois ouvidos e uma boca para um propósito específico: ouvir mais e falar menos.
Não é novidade e nem é minha esta verdade.

A maturidade nos dá sabedoria e a prudência nos traz iluminação.

É natural, ao ouvirmos um amigo, um parente ou o cônjuge numa situação de conflito, tomarmos quase que de imediato o seu partido ou o partido da sua queixa.
Em algumas vezes sim, para dar apoio naquele momento, em outras para que possa apenas desabafar…
Mas em outras ainda é preciso pender a balança para o bom senso porque somos, na maioria das vezes, partidários das dores do outro e o exercício de conseguirmos apenas ouvir sem julgar indica que já estamos a caminho da luz!

Há sempre três lados em cada história para serem avaliados e cada pessoa interpreta a sua verdade de acordo com sua experiência. A nós, ouvintes, cabe sempre a prudência e o cuidado de ouvir sem julgar.

Cada um ao longo da vida constrói um mapa mental a partir de algumas referências, exemplos e experiências. Vamos desenhando caminhos, rotas e estratégias muito particulares para entrar ou sair de uma determinada situação, resolver um problema, encontrar uma solução.
Aprendemos sozinhos em alguns momentos, em outros observamos, buscamos orientações e, com ajuda ou não, traçamos nosso roteiro, fazemos nossas análises, tiramos nossas conclusões e cedo ou tarde resolvemos. Nessa ou em outra “encadernação”.

Com a experiência adquirida, construímos o mapa, pontilhamos nossas trilhas, acumulamos sensações e emoções que podem estar até hoje bem ou mal resolvidas. Serão elas a nos dar a versão do meu ou do seu lado da moeda.

O mapa mental é individual, feito com histórias de vida, lições aprendidas com mais, menos ou nenhuma dor, com crenças duais construídas desde o nascer sobre o certo e o errado, o bom e o ruim, o bem e o mal e valores morais e éticos que podem ser passados desde muito antes de nós e nos acompanhar por gerações.

O certo para mim pode ser o errado para você. O mal para você pode ser o bem para mim…O ruim que você vê ou sente pode ser um remédio para mim.
E assim, no questionamento destes princípios do que é para mim e para você começa o primeiro conflito.

Certo e bom para quem? Errado e ruim para quem?

Mapa mental é apenas o desenho que fiz com tudo o que vivo e vivi. E isto significa que terá pontos divergentes e diferentes do seu para ver, ouvir, sentir ou perceber uma mesma situação.

A maturidade nos dá sabedoria e a prudência nos traz iluminação.

Então, o que é certo e errado mesmo? E para quem?

Num simples ponto, num contraponto é preciso entender que nas divergências vividas por nós, simples mortais, mesmo que sejam três os lados da moeda ou, se preferir, de uma mesma história, a nossa visão de mundo ainda é muito estreita e se resume num único ponto: o ponto de vista, seja o seu, o meu  ou o da verdade.
😉